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sábado, 16 de outubro de 2010

SIGNIFICADO DA PALAVRA APOCALIPSE

A palavra "Apocalipse" significa "revelar ou descobrir".
O livro começa dizendo que é "a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo" ( Apocalipse 1:1 ), e expõe um terrível conflito que alcança dimensões cósmicas, no qual existe um vilão implacável e um herói que impressiona.
Muitos ignoram que este herói é nosso Senhor Jesus, identificado por 38 nomes e títulos descritivos diferentes. Nos primeiros três capítulos é mencionado 137 vezes e em todo o livro existem umas 250 referências a Sua sublime pessoa.
. O anjo de Deus ordenou que não fosse selado ( Apocalipse 22:10 ), e alegre-se! É um livro aberto especificamente para a nossa época ( Apocalipse 22:10-12 ). 
Mais ainda: contém uma promessa de bênção especial para aqueles que o estudam e respeitam sua revelação

Qual é o significado de Apocalipse e Os reinos das profecias de Daniel



Qual é o significado de Apocalipse 17:8-11? Aqui, um anjo disse a João sobre a besta com 7 cabeças e 10 chifres, que é a mesma que a besta do mar de 13:1-10. Nesta descrição, ele diz que a besta "era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição". 
Ele continua, dizendo que as sete cabeças representam 7 reis, "dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição" (17:10-11).
 A profecia correspondente, de Daniel 7, fala de 10 reis e então o 11º rei pomposo, que se levantaria e removeria 3 reis anteriores. 
Estas profecias parecem indicar os mesmos acontecimentos da era romana. Daniel, escrevendo 600 anos antes de João, falou de 11 imperadores que viriam de Roma. 
João, vendo mais claramente que 3 deles nunca estabeleceram claramente seu poder, vê somente 8.
 A tabela no apêndice relaciona estas duas profecias com os nomes dos imperadores romanos até Domiciano. Independentemente de identificação específica de figuras históricas, este texto torna claro que João escreveu durante um intervalo entre dois períodos de grande perseguição. Tinha havido perseguição (veja 2:13; 6:9) e haveria mais perseguição no futuro (veja 2:10; 3:10; 6:11).
 Jesus queria que seus seguidores se preparassem para as provações que haveriam de vir
Daniel 2
   Daniel 7
Daniel 8
Identificação
Ouro
   Leão

Babilônia (2:37-38)
Prata
   Urso
Carneiro
Medo-Pérsia (8:20)
Bronze
   Leopardo
Bode
Grécia (8:21)
Ferro/Barro
Terrível/Diferente

[Roma]

Quando foi escrito o livro de Apocalipse?

Quando foi escrito o livro de Apocalipse?

 Eu não acredito que tenhamos de saber a data exata em que João escreveu para entender a mensagem básica de Apocalipse. Mas, achamos algumas coisas no livro que nos dão uma idéia de quando foi escrito.
Há pelo menos três pontos de vista populares quanto à data do escrito.
Um pouco de história 
Durante o reinado de Domiciano (cerca de 95 d.C.). Baseado em referências exteriores ao livro, especialmente um comentário por Irineu (escrevendo cerca do ano 180 d.C.), que o Apocalipse foi escrito próximo do fim do reinado de Domiciano, muitos comentários datam o livro de cerca de 95 ou 96 d.C.

Durante o reinado de Nero (cerca de 68 d.C.). Baseado especialmente na história da perseguição por Nero e referências dentro do livro, como a menção do templo e seu mobiliário (11:1), e a cidade santa (11:2), algumas pessoas acreditam que o livro foi escrito perto do fim do reinado de Nero, e que ele fala especialmente da destruição de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 d.C.

Durante o reinado de Vespasiano (69-79 d.C.). Baseado em evidência interna, especialmente Apocalipse 17:10, alguns estudantes da Bíblia acreditam que o livro foi escrito entre as duas "bestas" perseguidoras. Identificando estas bestas como Nero e Domiciano, "o que existe" é Vespasiano.
 Esta parece ser a mais específica referência a data no livro, e este ponto de vista é mais consistente com a abordagem geral de colocar o texto bíblico acima dos argumentos históricos. Desta perspectiva, as punições discutidas no livro seriam dirigidas especialmente para o poder do mal comandado pelo imperador romano Domiciano.
Enquanto alguns estudiosos reconhecem estes argumentos razoáveis para sugerir outras datas, pessoalmente favoreço esta posição, preferindo apoiar-me mais firmemente na evidência interna do que nos argumentos históricos.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Filemom.

Esta história encontra-se na bíblia.

Foi uma carta que o apóstolo Paulo escreveu para seu amigo e irmão em Cristo, Filemom. Foi escrita mais ou menos nos anos sessenta um ou sessenta e dois depois de Cristo. (V.1 e 2 - Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador, e à nossa irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro, e à igreja que está em tua casa):
(Áfia = Quem sabe esta é a esposa de Filemom?
Arquipo = Talvez este seja o pastor da congregação ou talvez filho de Filemom.).

Nesta época as culturas romanas, gregas e judaicas eram cheias de barreiras, nas quais a sociedade determinava classes às pessoas e esperava que estas ficassem nos seus devidos lugares. Por exemplo: Homem e mulheres, escravos e livres, ricos e pobres, judeus e gentios, religiosos e pagãos.


Mas a mensagem de Cristo veio para desfazer as barreiras, e Paulo pôde declarar: ”Onde não há grego nem judeu, circuncisão nem incircunsisão, servo ou livre, mas Cristo é tudo em todos,” (Cl. 3:11)
(Os gentios= nome que designava todas as nações, afora a nação judaica, Isaías 49:6; Romanos 2:14 e 8:29).

Esta verdade que transforma vidas forma o cenário para a carta de Filemom. Paulo escreveu esta carta e mais para Colossos (Cl. 4:7 e 8), e a epístola de Éfesos (Ef.6:21 e 22).
Prefácio, saudação e ação de graças.

(V.3 a7 - A vocês graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças a meu Deus, lembrando-me de vocês nas minhas orações, porque ouço falar da sua fé no Senhor Jesus e do seu amor por todos os santos. Oro para que a comunhão que procede da tua fé seja eficaz, no conhecimento de todo o bem que temos em Cristo. Seu amor me tem dado grande alegria e consolação, porque você, irmão, tem reanimado o coração dos santos).

Paulo intercede pelo escravo convertido, Onésimo, que tinha fugido de seu senhor.
A carta a Filemom é um pedido pessoal de Paulo a favor de um escravo, “ONÉSIMO” que pertencia a Filemom.
Existia uma igreja na casa de Filemom, um membro da igreja de Colossos e amigo de Paulo. É provável que Filemom tenha se convertido na cidade de Éfeso, durante o ministério do apóstolo Paulo nesta cidade, (At.19:10) devido o apóstolo nunca ter estado em Colossos (Cl,2:1).

Onésimo havia fugido da casa do seu senhor, talvez levando consigo algum dinheiro furtado e tomando o caminho de Roma. Converteu-se ali pelo instrumento de Paulo. Paulo estava em Roma em regime de prisão domiciliar. Foi quando o prenderam pela primeira vez.
(V. 8 a 11 - Por isso tendo em Cristo plena liberdade para mandar que você cumpra o seu dever, prefiro fazer um apelo com base no amor. Eu, Paulo, já velho e agora também prisioneiro de Cristo Jesus, apelo em favor de meu filho Onésimo, que gerei enquanto estava preso. Ele antes lhe era inútil, mas agora, é útil, tanto para você quanto para mim.).

O objetivo desta carta:

Paulo queria interceder a favor de Onésimo, e pedir a Filemom que perdoasse o escravo fugitivo. Segundo a lei romana, o furto envolvia a pena capital. Paulo pediu a Filemom que acolhesse Onésimo de volta como irmão em Cristo e até mesmo se ofereceu para restituir o dinheiro furtado.

V.12 a 20:- Mando-o de volta a você como se fosse o meu próprio coração. Gostaria de mantê-lo comigo, para que me servisse nas prisões do evangelho; Mas não quis fazer nada sem a sua permissão,para que o qualquer favor que você fizer seja espontâneo, e não forçado.Porque bem pode ser que ele se tenha separado de você por algum tempo, para que você o tivesse de volta para sempre.. Não mais como escravo; acima de escravo, como irmão amado. Para mim ele é um irmão muito amado, mais para você tanto como pessoa quanto como cristão. Assim você me considera companheiro na fé, receba-o como estivesse recebendo a mim na carne como no Senhor. Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo. Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta.
Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu o pagarei, para não dizer que você algum benefício de estarmos no Senhor. Reanime o meu coração, em Cristo.
Esta carta é uma perfeita jóia de cortesia, tato, delicadeza e generosidade. O ponto culminante é o comovente apelo a Filemom para acolher Onésimo como “a mim”


Comunicações particulares. Saudações

V.22 A 24 - Além disso, prepara-me um aposento, porque, graças as suas orações, espero poder ser restituído a vocês. Saúdam-te Epafras, meu companheiro de prisão por Cristo Jesus, Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o espírito de todos vocês. Amém!

(Epafras =Era um Colossences encarcerado em Roma.
Marcos, Aristarco, Demas e Lucas = Eram colegas de Paulo e amigos pessoais de Filemom).

A Bíblia não nos conta como Filemom o recebeu. Mas podemos deduzir que o escravo Onésimo ao chegar ao portão, todos olhando para ele dizia: Este é o escravo fujão.
Como ele estava acompanhado de Tíquico (pois era ele quem levava a carta. Colossesses4: 7 ) que o conduziu até a onde estavam todos com Filemom.


É assim que o evangelho opera. A história de Filemom, Paulo e Onésimo nos lembram do quanto Deus é capaz de nos perdoar ao pecado.

Aqui Paulo simboliza: Cristo.
Filemom simboliza: Deus.
Onésimo simboliza: eu, você, nós.
Tíquico simboliza:
o Espírito Santo.
O escravo Onésimo praticou algo errado, que o fez se separar do seu senhor. Onésimo podia retornar à casa somente porque Paulo estava disposto a pagar pelo crime dele. Nossos pecados nos separam de Deus. Temos a possibilidade de voltar para Ele unicamente porque Jesus se dispôs a pagar pelos nossos pecados.Cristo, no coração do escravo, levou-o reconhecer o estado de miséria em que se achava e se aceitasse a Jesus Cristo como o seu Salvador sendo assim o resto de seus dias um bom escravo.
Como Paulo intercedeu a Filemom pelo escravo, Cristo intercede por nós, diante de Deus, nós que fomos escravos do pecado.
Da mesma forma que Onésimo foi reconciliado com Filemom, nós somos reconciliados com Deus, através de Cristo.
Assim como Paulo se ofereceu para pagar as dívidas de um escravo, Cristo pagou a nossa dívida de pecado.
Como Onésimo devemos nos voltar para Deus, nosso Mestre e servi-lo.



Nilza Cardoso Clemente - Igreja Missionária Filadélfia

Pesquisa

A Bíblia de Halley
Bíblia de Estudo de Aplicação pessoal de Estudo
Dicionário da Bíblia - Johan D. Davis
A Bíblia em ordem cronológica-versão internacional
Quero Entender a Bíblia - Billy e Ruth Graham

terça-feira, 5 de outubro de 2010

As Viagens Missionárias de PAULO

                              



A PRIMEIRA VIAGEM 




1. Partindo de Antioquia. A jovem e florescente igreja de Antioquia
 resolve enviar a Barnabé e a Paulo como missionários.

O primeiro porto de escala na primeira viagem missionária. 
O objetivo deles eram fundar igrejas.
 Então começaram em Salamina, na ilha de Chipre, terra natal de
Barnabe. Este fato, juntamente com a freqüente apresentação que 
a Bíblia faz desses missionários como “Barnabé e Saulo” indica
 que Paulo desempenhava papel secundário. Esta era a viagem de
Barnabe; Paulo exercia o segundo posto de comando, e os dois
 tinham “João [Marcos] como auxiliar” (At 13:5).
Mas, exatamente neste ponto, aconteceu algo que causou muita 
dor de cabeça aos três. O ajudante, João Marcos, “apartando-se 
deles, voltou para Jerusalém” (At 13:13), onde morava.
 A Bíblia não nos diz por quê, embora seja natural conjeturar que lhe
 faltaram coragem e confiança. A súbita mudança dos planos de
Marcos causaria, mais tarde, conflito entre Paulo e Barnabé.
Esta viagem durou cerca de dois anos (entre 46 e 48 d.C.)
O êxito de seus esforços missionários nessa ilha incentivou 
Paulo e seus parceiros a avançar para território mais difícil.
 Fizeram uma viagem mais longa por mar, desta vez até Perge,
já em terras continentais da Ásia Menor. Dali Paulo pretendia 
viajar pelo interior numa missão perigosa até à 
Antioquia da Pisídia.
 Logo entraram no continente, passando por Perge e Panfília,
indo imediatamente para Antioquia da Pisídia, na Galácia do Sul.

2. Antioquia da Pisídia. Em Antioquia, Paulo tomou-se o porta-voz
 e criou-se um padrão conhecido de todos. Nessa cidade Paulo e 
Barnabé começaram a pregar numa sinagoga (13.14).
 Uns creram e se regozijavam e receberam a palavra, 
insistindo que Paulo retornasse no sábado seguinte para continuar o
 assunto. outros a rejeitavam e provocavam oposição.
Mas o número dos assistentes foi grande no sábado seguinte, 
e isso causou inveja nos judeus, resultando em perseguição.
Paulo e Barnabé foram expulsos da cidade (At 13.42-46).
3. Listra, Icônio e Derbe. A cura de um coxo em Listra serviu
 como pontode apoio para a pregação do evangelho (14.8-10).
Em Listra ele foi apedrejado e dado por morto (At 14:19),
 mas sobreviveu e pôde prosseguir. Paulo e Barnabé. 
até à cidade Derbe (14.20), e retornaram para o ponto de partida,
 visitando as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia 
da Pisídia (14.22)
 e estabelecendo obreiros nativos, frutos do trabalho missionário.
A visita de Paulo e Barnabé a Derbe completou a 
sua primeira viagem.
 Logo Paulo resolveu percorrer de novo a difícil rota sobre 
a qual ele tinha vindo, a fim de fortalecer, encorajar e organizar 
os grupos cristãos que ele e Barnabé haviam estabelecido.





 A SEGUNDA VIAGEM





1. Objetivo da segunda viagem. Na Segunda viagem,
 Silas foi companheiro de Paulo. O objetivo era duplo, revisitar as 
igrejas da Galácia do Sul, que Paulo fundara juntamente com
  Barnabé na primeira viagem (15.36; 16.1-6; Gl 1.2), 
e abrir novas frentes de trabalho, ou seja, fundar mais 
igrejas locais (v.6). O apóstolo não pretendia ir para a Europa;
sua intenção era ir para Ásia: “foram impedidos pelo Espírito Santo
 de anunciar a Palavra na Ásia” (16.6). Depois Paulo intentou
 ir para a Bitínia, mas novamente foi impedido (16.7), 
sendo em seguida impulsionado a rumar para  Trôas. 
Então “Paulo, tendo escolhido a Silas, partiu. . .

 E passou pela Síria e Cilícia, confirmando as igrejas”
(Atos 15:40, 41).
 Depois de nova visita a Derbe, o último ponto visitado  
na primeira viagem, Paulo e seu grupo prosseguiram
 até Listra para ver seus
 convertidos nesta cidade.
 Aqui Paulo encontrou um jovem cristão chamado Timóteo 
(Atos 16:1),
 e viu nele um substituto potencial para Marcos.

2. As igrejas européias. A viagem continuou ao longo da grande 
estrada romana que corre para o Ocidente através das principais 
cidades da Macedônia .O apóstolo Paulo visitou muitas cidades 
européias do mundo grego, durante a sua segunda viagem. 
Aqui mencionamos apenas as cidades em que ele fundou igrejas.
 Em Filipos, começou a igreja na casa de Lídia (16.14,15,40);
Desde Filipos até Tessalônic.a Em Tessalônica,
começou pregando numa sinagoga (17.1,2) 
Durante três semanas, Paulo falou na sinagoga de Tessalônica;
e de Tessalônica a Beréia. (17.10-12). depois foi para Atenas
centro da erudição grega, e cidade onde dominava a idolatria 
(At 17:16).  
Em Atenas o trabalho começou numa sinagoga, e depois continuou
 nas praças e no centro acadêmico da cidade, o areópago (17.17-19). 
Incansável, ele partiu para Corinto. Em Corinto teve início 
na sinagoga,
 como sempre, depois teve de sair dela, e foi para a casa de 
Tito Justo, recebendo apoio de Crispo, principal da sinagoga,
 que creu no Senhor Jesus (18.4-8). Essa viagem durou cerca de 
três anos(entre 49 e 52 d.C.).
  Sua primeira e grande missão no mundo gentio
 estendeu-se por 
quase três anos. Depois ele voltou a Antioquia
Após uma curta permanência em Antioquia, 
Paulo partiu em sua
terceira viagem missionária no ano 52 d.C. 
Desta vez suas primeiras paradas foram na 
Galácia e na Frígia. 
Depois de visitar as igrejas em Derbe, Listra, Icônio e 
Antioquia
ele resolveu fazer algum trabalho missionário intensivo em
Éfeso,
 a capital da província romana da Ásia. Estrategicamente 
localizada para comércio, era superada somente por 
Roma, Alexandria e Antioquia em tamanho e importância.
Como resultado dos trabalhos de
Paulo ali, ela tornou-se a terceira mais importante cidade
 na história do Cristianismo primitivoJerusalém, Antioquia, 
depois Éfeso.

 TERCEIRA E QUARTA VIAGENS

Paulo chegou a Éfeso para empreender o que provou ser 
as mais extensas e exitosas de suas atividades missionárias 
em qualquer localidade. Mas esses anos lhe foram estrênuos. 
Visto que ele sustentava a si próprio trabalhando em 
sua profissão,
 seus dias eram longos. Seguindo o costume dos trabalhadores 
de um clima tão quente, ele levantava-se antes de raiar o dia 
e começava a trabalhar. As horas da tarde ele as empregava
 no ensino e pregação, e é provável que também as horas 
vespertinas. Isto ele fez “diariamente” durante “dois anos”. 
Em sua própria descrição desses trabalhos, Paulo acrescenta
 que ele não só ensinava em público, mas
 “também de casa em casa”
(At 20:20). Teve êxito — muito bom êxito. Somos informados
 de “milagres extraordinários” (At 19:11) ocorridos
 durante esses
 dias agitados em Éfeso. A nova fé causou tal impacto sobre
 a cidade
 que “muitos dos que haviam praticado artes mágicas, 
reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos”
(At 19:19).
 Isso suscitou o ódio dos adoradores pagãos, temerosos 
de que os
 cristãos solapassem a influência de sua religião




1. A igreja de Éfeso. Seu propósito era visitar as igrejas para
 confirmar e fortalecer os discípulos (At 18.22,23). 
Fez o mesmo caminho da segunda viagem: Galácia do Sul,
 região frígio-gálata, chegando a Éfeso, onde havia estado 
no fim de sua segunda viagem, ainda que tenha permanecido
 não mais que três dias na cidade (18.19-21). Na terceira viagem
encontrou um grupo de 12 novos convertidos, que conheciam apenas
 o batismo de João (19.1-7). Por essa cidade havia passado
  Apolo (18.24)que fora instruído por Áqüila (18.26). Nessa oportunidade,
 o apóstolo ficou
  três anos na cidade (20.31). A viagem durou cerca de 
quatro anos (entre 53 e 57 d.C.). 


2. A cidade de Éfeso. Capital da província romana 
da Ásia era 
a cidade mais importante da região e cruzamento de rotas comerciais.
 Nela estava o templo da deusa Diana (19.35), chamada pelos
 romanos de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Atualmente a cidade está em ruínas, e encontra-se localizada
 na região da Anatólia, Turquia. 

3. A viagem para Roma. Paulo partiu de Cesaréia Marítima
como prisioneiro, pois havia apelado para César (At 25.11; 26.32).
 Foi uma viagem muito conturbada, por causa do mau tempo,
 e o apóstolo não perdeu a oportunidade: evangelizou os demais 
presos e a tripulação do navio que, em Malta, naufragou. 
Apesar dos danos materiais, ninguém pereceu. Nessa ilha, 
o apóstolo fundou uma igreja. Depois embarcou para Roma, 
aonde chegaria em 62 d.C. A viagem está registrada em Atos 27 e 28. 
Paulo ignorou as advertências sobre os perigos que 
o ameaçavam
 se ele aparecesse de novo em Jerusalém. Ele achava 
que era decisivo
 voltar em pessoa, como portador da oferta das 
congregações gentias
. Ele estava “pronto não só para ser preso, mas até para 
morrer em Jerusalém, pelo nome do Senhor Jesus” (At 21:13). 
De modo que Paulo foi de novo a Jerusalém, e Lucas escreve 
que “os irmãos nos receberam com alegria” (At 21:17). 
Mas espreitando nas sombras estava uma comissão de
 recepção com intenções diferentes.

4. Paulo em Roma. Enquanto aguardava a audiência com Nero, 
o apóstolo atendia os irmãos em casa alugada (At 28.30). 
A história de Paulo não termina aqui. O que se sabe, além 
da interrupção que Lucas faz de sua narrativa, são alguns 
detalhes que o apóstolo 
dá em suas cartas ou então por intermédio dos escritos 
dos Pais da Igreja.Seu caso foi examinado e ele foi absolvido.
 Nessa ocasião,
 se diz que ele cumpriu seu desejo de pregar na Espanha (Rm 15.28).
 Nas redondezas de Roma, fez um grande trabalho.

fiz esta pesquisa em 05/10/2010 
Nilza Cardoso


sábado, 2 de outubro de 2010

Cartas Paulinas

Antes do estudo propriamente dito das Cartas Paulinas, vamos conhecer um 
pouco melhor a figura do seu autor. Sem conhecê-lo bem, é também sempre 
mais difícil entender toda a riqueza da sua mensagem. O ambiente e o contexto 
de cada uma das comunidades serão conhecidos por ocasião do 
estudo particular de cada Carta.

Paulo é considerado o maior cristão de todos os tempos. 
Porque viveu mais perto de Cristo, 
penetrou os segredos do coração do Senhor, 
experimentou a graça abundante em sua alma.
No ano 1ºou talvez os anos 5 dC,  da era cristã, nasce Saulo,
(nome hebraico vem de Saul e que significa pedido a Deus).
Sua conversão 32 a 34 d.C. Foi chamado de Paulo 
(nome grego, que significa Pequeno)
Saulo em hebraico que vem de Saul. (significa Paulus em latim.)
Saulo de Tarso nasce na da Cilicia (At 21,39; 22,3).
Esta cidade era grande,rica altamente culta,situada na Capadócia não
 era longe da Antioquia da Síria.
O Apóstolo Paulo nasceu entre os anos 5 e 10 dC,
 na cidade de Tarso da Cilicia (At 21,39; 22,3).
Esta cidade era grande,rica e altamente culta,situada na 
Capadócia não era longe da Antioquia da Síria.
Seu nome em hebraico era Saulo, que vem de Saul, e significa 
Pedido a Deus” A partir de Atos 13:9 muda-se para Paulo, seu nome 
em grego, significa “Pequeno”.

Tinha uma irmã e um sobrinho que moravam em Jerusalém (At 23,16). 
 Paulo era de uma família de destaque. A mãe dava os primeiros ensinos,
depois o rabino, depois que vinha a universidade. Estudou em Atenas 
na Alexandria. 
Existia na sua época 4 famosas universidades no mundo,que disputavam a primazia:Atenas, Alexandria, Tarso e Roma.Ainda jovem foi para Jerusalém e, na escola de Gamaliel, se especializou no conhecimento da sua religião. Tornou-se fariseu, ou seja, especialista rigoroso e irrepreensível no cumprimento de toda a Lei e seus pormenores (At 22,3).
Não são mencionados seus pais. Era filho de judeus, da tribo de Benjamin e como era o costume foi circuncidado ao oitavo dia. Paulo cresceu seguindo a mais perfeita tradição judaica (Fl 3,5).

Era um homem bem preparado, além de conhecer bem a sua religião 
(o que pode ser comprovado pelas muitas citações ao AT), 
possuía boas noções de filosofia e das religiões gregas do seu tempo. 
Em Tarso, sua cidade natal, havia escolas filosóficas (dos estóicos e cínicos) e também escolas de educadores. Ali nasceu Atenodoro, professor e amigo do imperador Augusto.
Paulo algumas vezes utiliza frases desse educador:
 “Para toda criatura, a sua consciência é Deus”(Rm 14,22a). 
Ou: “Guarde para você, diante de Deus, a consciência que você tem” 
ou:“Comporte-se com o próximo como se Deus visse você, e fale com Deus como se os outros ouvissem você” (1Ts 2,3-7). Além disso, conhecia bem o grego e o método da retórica.

Sua profissão era artesão, fabricante de tendas (At 18,3). O seu estado civil ,como fazia parte do Sinédrio então era casado
Era fariseu (seita religiosa mais estreita e mais zelosa da lei de Israel, 
Atos 23:6 nos informa que era fariseu por vínculo de família.
Cheio de zelo pela religião, começou a perseguir os cristãos
 (Fl 3,6; At 22,4s; 26,9-12; Gl.1,13).
Esteve presente no martírio de Estevão, cujos mantos foram 
depositados aos seus pés (At.7,58). Continuou perseguindo a Igreja 
(At 8,1-4; 9,1-2) até que se encontrou com o Senhor na estrada de Damasco 
(At 9,3-19). Quando Ananias orou por Paulo, ele foi batizado com o
 Espírito Santo At.9:17 e a partir daquele momento ele teve 
comunhão com os discípulos e pregar nas sinagogasAtos 9:20.
 A experiência de Jesus mudou completamente a sua vida.
 De perseguidor passou a ser o anunciador até a sua morte
provavelmente em 68 dC.
A partir daí a Bíblia descreve suas atividades.
Na sua primeira missão apostólica, entre os anos 45 e 49, anunciando o Evangelho em Chipre, Panfilia, Pisidia e Lacaônia (At 13-14), passou a usar o nome grego de Paulo de preferência a Saulo, seu nome judaico (At 13,9).

Esforçava-se para compreender o modo grego de viver. 
Além disso era cidadão romano (At 16,37s;22,25-28; 23,27).
 Embora não mencione isso em suas Cartas, como se o desprezasse, 
pois para ele a verdadeira cidadania é outra (Fl 3,20). 
Porém, ele soube tirar proveito desse título, bem como de toda a bagagem 
cultural adquirida, para conduzir todos a Jesus (1Cor 9,19-22).
Lendo as Cartas percebemos o caráter do Apóstolo
às vezes muito meigo
 e carinhoso; às vezes, severo. Não abria mão das suas idéias e 
ameaçava com castigos. Escrevendo às comunidades comparava-se
 à mãe que acaricia os filhinhos e era capaz de dar a vida por eles (1Ts 2,7-8). 
Sentia pelos fiéis as dores do parto (Gl 4,19). Amava-os, e por isso se 
sacrificava ao máximo por eles (2Cor 12,15). Mas era também pai 
que educava (1Ts 2,11), que gerava as pessoas, por meio do Evangelho,
à vida nova (1Cor 4,15). Sentia, pelas comunidades que fundou,
 o ciúme de Deus (2Cor.11,2), temendo que elas perdessem a fé. 
Quando se fazia necessário, exigia obediência (1Cor 4,21).
Muitas vezes Paulo é apresentado como alguém 
distante do povo e das suas comunidades,incapaz de manifestar sentimentos,
 indiferente ao drama das pessoas, anti-feminista, moralista e assim por diante. 
Os que vêem Paulo com esses olhos esquecem-se de suas viagens,
 cadeias, sofrimentos, perigos e, sobretudo, sua paixão por Jesus e
 pelo povo
Era capaz de amar todos os membros de todas as comunidades,
 sem distinção, chamando-os de “queridos” e “amados” ou“irmãos”. 
Queria que todos fossem fiéis a Deus. Assim se tornariam seus filhos, 
como por exemplo,era Timóteo (1Cor 4,17). É interessante ler as suas 
Cartas e anotar com quanta freqüência ele usava expressões, tais como: 
tudo, todo, sempre, continuamente, sem cessar, etc., e com elas expressar 
sua constante preocupação para com todos. E basta uma leitura mais 
cautelosa das suas Cartas para descobrir que Paulo não é assim tão insensível 
e que todo o seu apostolado vem carregado de sentimentos. 
Nós vos falamos com toda liberdade, ó Coríntios, o nosso coração
 se dilatou. 
Não é estreito o lugar que ocupais em nós, mas é em vossos 
corações que estais na estreiteza. Pagai-nos com igual retribuição;
 falo-vos como a filhos: 
dilatai também vossos corações!” (2Cor 6,11-13).

Encontrou dificuldade para ser aceito como Apóstolo.
 As suspeitas vinham de o fato ser um perseguidor e, sobretudo porque não foi
 escolhido pessoalmente por Jesus. Quatorze anos após a sua conversão, subiu a 
Jerusalém, para o Concílio, onde defendeu a não circuncisão para os pagãos. 
Ele mesmo se defendeu das acusações (Gl 1,12, 2Cor 9,2-3; 12,1-4). 
Para ele, anunciar o Evangelho era uma obrigação:
 “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,15-17).
Em sua incansável missão de anunciar o Evangelho Paulo sofreu muito, mas não 
desistiu. Ele mesmo relata algumas das situações difíceis que passou:
 “Muitas vezes, vi-me em perigo de morte. Dos judeus recebi cinco 
vezes os quarenta golpes menos um. Três vezes fui flagelado. 
Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei. Passei um dia e 
uma noite em alto-mar. Fiz numerosas viagens. Sofri perigos
 nos rios, perigo dos ladrões, perigos por parte de meus irmãos 
de estirpe,perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, 
perigos no mar, perigos dos falsos irmãos! Mais ainda: fadigas e 
duros trabalhos, numerosas vigílias, fome e sede, múltiplos jejuns,
frio e nudez!” (2Cor 11,23b-27). 
Teve que lutar contra os falsos missionários (2Cor 10-12)
 que anunciavam um Evangelho fácil, que fugiam da humilhação e da tribulação. 
Anunciavam um Jesus sem a cruz. Paulo anunciava o Jesus Crucificado, 
ainda que isso fosse escândalo (1Cor 1,23)
Porém a cruz não era o fim. O mesmo Jesus da cruz é também o Jesus 
Ressuscitado (1Cor 15)

Dos 27 livros escritos no NT 21 livros foram escritos em forma 
de Epístola. 13 são de Paulo Todas são testemunhos de um Deus
 que a expressão é da verdade. Rm 3:4(De maneira nenhuma! 
Sempre seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso, como está 
escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras e venças 
quando fores julgado.)

São as Epístolas Paulinas: As cartas têm objetivos definidos para 
todas as áreas da vida cristã.

Romanos; 1 Coríntios; 2 Coríntios;Gálatas; Efésios; Filipenses; Colossenses;
I Tessalonicenses; II Tessalonicenses; I Timóteo; II Timóteo; Tito e Filemon

Datas prováveis
I Tessalonicenses 51d.C – Igreja de Tessalônica e aos cristãos de toda parte
II Tessalonicenses 51d.C – Igreja de Tessalônica e aos cristãos de toda parte
Gálatas 49 d.C – A igreja do sul da Galácia (Icônio; Listra e Derbe)
 e aos cristãos de toda parte.
1 Coríntios 55 d.C - A igreja de Coríntios e aos cristãos de toda parte
Romanos 57 d.C – aos cristãos de Roma e aos cristãos de toda parte  
2 Coríntios 55-57 d.C .da Macedônia
Efésios 60 ou 61 d.C – A Éfeso e aos cristãos de toda parte 
(período de Paulo preso em Roma)
Colossenses 60 ou 61 d.C – Igreja de Colossos (Ásia Menor) 
e os cristãos de toda parte
Filemon 60 ou 61 d.C – Filemom e aos cristãos de toda parte
Filipenses 61 ou 62 d.C- Aos cristãos de Filipos, 
e cristãos de toda parte (Paulo preso em Roma)
I Timóteo 64 ou 65 d.C Tito e aos cristãos de toda parte
II Timóteo 66 a 67 d.C - A Timóteo e aos cristãos de toda parte
Se Paulo escreveu Hebreus foi 66 ou 67 d.C.